Praça Gonçalves Dias, Praça patrimonial em São Luís, Brasil.
A Praça Gonçalves Dias é um logradouro público de São Luís que se desenvolve em vários planos por causa do declive natural do terreno, interligados por escadarias, algumas ladeadas por guarda-corpos de alvenaria. No centro fica a estátua do poeta Gonçalves Dias, e à direita um coreto circular oferece um dos poucos locais protegidos da insolação, pois as palmeiras dominam a praça. Situada em local elevado, possibilita uma visão panorâmica da Avenida Beira-Mar e do rio Anil.
A praça formou-se em torno da Igreja dos Remédios, que lhe rendeu o nome popular de Largo dos Remédios, também citado como Largo dos Amores no romance O Mulato, de Aluísio Azevedo. Após a morte do poeta Gonçalves Dias, em 1864, Antônio Henriques Leal organizou comissões para erguer uma estátua; a pedra fundamental foi lançada em 10 de agosto de 1872 e a inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1873. Desde 1955, a praça e seu entorno são tombados pelo IPHAN.
A praça tem duas denominações populares registradas no romance O Mulato, de Aluísio Azevedo: Largo dos Amores, pelos casais que ali se encontravam, e Largo dos Remédios, por causa da igreja à sua frente. Essa igreja é a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, que não é gótica. As palmeiras dominam a praça, lembradas no poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias ("Minha terra tem palmeiras").
Escadas conectam este espaço com a Praça Maria Aragão mais abaixo, permitindo circulação fácil entre os dois espaços. A área tem muito encanto colonial, então é bom dedicar tempo para um passeio tranquilo e observar os edifícios históricos.
O Palácio Cristo Rei adjacente abriga a reitoria da Universidade Federal do Maranhão e contém coleções históricas da instituição. Este edifício entrelaça a vida acadêmica da cidade com seu passado colonial.
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