Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça, Mosteiro colonial católico em Salvador, Brasil
A Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Graça é composta por uma igreja de nave única e um mosteiro de dois pavimentos em torno de um claustro, construídos em alvenaria de pedra e tijolo. A igreja tem três altares: o central dedicado a Nossa Senhora da Graça, o da direita a São José e o da esquerda ao Sagrado Coração de Jesus. A torre termina em meia laranja, reminiscência da técnica moçárabe. O teto da nave foi pintado por José Teófilo de Jesus e depois alterado por Manuel Lopes Rodrigues.
O complexo começou como uma pequena capela em 1535 e foi posteriormente expandido em mosteiro para monges beneditinos, tornando-se um importante centro religioso. Os monges permaneceram lá por séculos, moldando o edifício através de melhorias e adições contínuas.
A igreja guarda a imagem de Nossa Senhora da Graça que, segundo o relato do padre Simão de Vasconcellos, foi achada entre os índios após um naufrágio por volta de 1530-1535, possivelmente o da nau Madre de Dios; Catarina Paraguaçu reconheceu nela a mulher de sua visão. O teto da nave foi pintado por José Teófilo de Jesus e alterado em 1881 por Manuel Lopes Rodrigues, autor também de O Sonho de Paraguaçu.
A igreja está fechada para reforma e não pode ser visitada. Fica numa colina do bairro da Graça, ao sul do Centro Histórico de Salvador e acima da Baía de Todos os Santos. Informe-se no local antes de planear uma visita, pois não há data de reabertura indicada.
O local abriga os restos de uma mulher indígena brasileira que viveu no início dos anos 1500 e recebeu batismo na França durante sua estadia no exterior. Sua história conecta influências indígenas, europeias e africanas que moldaram os primórdios coloniais de Salvador.
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