Arará, Navio comercial em Salvador, Brasil.
O Arará era um vapor de carga brasileiro de 1.075 toneladas de arqueação bruta, com casco de aço de 73,2 metros de comprimento por 10,7 metros de largura e calado de 3,9 metros. Um motor a vapor de tripla expansão de 143 HP nominais movia uma única hélice. Concluído em março de 1907 no estaleiro R. & W. Hawthorn, Leslie & Co., em Hebburn on Tyne, com o nome de Beshtau, foi rebatizado Providencia em 1925, Serra Azul em 1933 e Arará em 1935. Foi torpedeado e afundado em 17 de agosto de 1942.
Construído em 1907 em Hebburn on Tyne como o vapor russo Beshtau, o navio foi vendido em 1925 à Carbonífera Próspera e rebatizado Providencia. Em 1933 passou à Companhia Serras de Navegação & Comércio como Serra Azul, e em 1935 recebeu o nome Arará. Em 17 de agosto de 1942, enquanto recolhia náufragos do Itagiba ao largo da Bahia, foi torpedeado pelo U-507 e afundou, matando 20 tripulantes e alguns passageiros resgatados.
O nome Arará foi dado em 1935, o quarto do navio depois de Beshtau, Providencia e Serra Azul. O torpedeamento em 17 de agosto de 1942, enquanto recolhia náufragos do Itagiba, causou consternação no Brasil ainda neutro e contribuiu para a declaração de guerra em 22 de agosto.
Os destroços estão a cerca de 30 milhas náuticas ao sul de Salvador, no litoral da Bahia, a uma profundidade não indicada pelas fontes; não é um local de mergulho sinalizado. O local do afundamento é mais bem compreendido pelos relatos e objetos guardados nos acervos marítimos de Salvador do que pela procura do navio no porto.
Apesar do nome, o Arará não pertencia à famosa classe dos "Aras", da qual fazia parte o Araraquara, afundado dois dias antes. Lançado em 1907 em Hebburn on Tyne como o vapor russo Beshtau, navegou depois como Providencia e Serra Azul até receber a denominação final em 1935.
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