Mestre Álvaro, Cume montanhoso em Serra, Brasil
O Mestre Álvaro é um maciço granítico semicircular na Serra que atinge 833 m, com variação altimétrica de 100 a 850 m em 3.470 ha. Sua trilha principal, bem marcada mas não tão limpa, sobe beirando um vale e uma cachoeira, antiga fonte de água potável dos moradores, e depois cruza topos de morro ventosos antes do ponto mais alto. A face Sul tem trilhas mais íngremes por mata fechada até a pedra de 800 m.
O maciço granítico aparece em documentos cartográficos do século XVI, quando sua altura e posição já serviam de referência à navegação marítima na costa do Espírito Santo. Pescadores mantinham o topo à vista para se orientar, o que lhe rendeu o nome Mestre Álvaro. Depois, o morro tornou-se o marco em torno do qual cresceu o município da Serra.
O nome vem de relatos locais sobre um mestre de carpintaria ou professor chamado Álvaro que morava na encosta, daí a frase "Vou no Morro do Mestre Álvaro". Pescadores também chamam o topo de Mestre Álvaro porque se orientam mantendo-o à vista. Uma terceira versão o deriva de "Monte Alvo", já que o cume costuma ficar sob nuvens.
A trilha principal parte da Serra-sede; é bem marcada, mas não muito limpa. A primeira metade sobe íngreme junto a um vale e a uma cachoeira, antiga fonte de água potável dos moradores. Leva-se cerca de 4 horas em ritmo não forçado, menos de 2 para quem tem melhor forma. O acesso a outras trilhas pela face Sul é restrito; a trilha sul é mais íngreme e passa por duas nascentes.
Perto do topo há um cômodo de 9 m² provavelmente construído pelo Exército, hoje usado como base de repetição de rádio. Uma armação de aço de 8 metros nas proximidades sustentava uma placa de alumínio de 9 m² visível da cidade quando refletia a luz do sol; sua função é desconhecida.
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