Museu do Escravo, Museu da escravidão em Belo Vale, Brasil
O Museu do Escravo é um museu em Belo Vale dedicado à história da escravidão no Brasil, exibindo quase 4 mil objetos históricos. O acervo inclui instrumentos de castigo e de trabalho, objetos do filme Zumbi - Quilombo dos Palmares, obras de arte sacra, utensílios domésticos antigos, pratarias e documentos do período da abolição da escravidão.
O museu foi criado em 10 de abril de 1977 pela lei municipal n. 501/75, por iniciativa do padre Luciano Jacques Penido, que queria dar maior relevo à sua cidade. Em 1988, no centenário da abolição, foi transferido da fazenda Boa Esperança para um prédio colonial construído para abrigá-lo, atrás da igreja São Gonçalo da Ponte, de 1764.
O museu nasceu por iniciativa do padre Luciano Jacques Penido, fundador e mentor da instituição, que queria mostrar que a Igreja não foi omissa diante da questão dos escravos. O prédio fica atrás da igreja de São Gonçalo da Ponte, de 1764. Todos os anos, em outubro, a instituição é um ponto de passagem do cortejo da Congada.
O casarão tem seis cômodos que remetem à Casa-Grande, enquanto nos fundos uma construção em formato de U faz o papel de senzala. Ali estão a reprodução do pelourinho e a estátua de um negro acorrentado a um tronco. O museu não fechou as portas durante as obras de 2016.
O museu guarda objetos do filme Zumbi – Quilombo dos Palmares, além de instrumentos de castigo e de trabalho. Em 2016, professores da Universidade Federal de Minas Gerais fizeram a requalificação arquitetônica e a restauração museológica, coordenadas por José Eustáquio Machado, como parte de uma compensação ambiental do Grupo Gerdau.
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