Museu Nacional de Belas Artes, Museu de arte no Centro, Rio de Janeiro, Brasil.
O Museu Nacional de Belas Artes ocupa um edifício eclético na Avenida Rio Branco, projetado pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios tendo o Louvre como modelo e aberto em 1908. A fachada principal, de inspiração renascentista francesa, tem frontões, colunatas e relevos em terracota com as grandes civilizações da Antiguidade, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli. As fachadas laterais remetem à Renascença italiana e trazem mosaicos parisienses com Vasari, Vitrúvio e Leonardo da Vinci; a fachada posterior é neoclássica, com relevos de Edward Cadwell Spruce.
A instituição foi fundada em 1937, incorporando coleções trazidas ao Brasil por Dom João VI de Portugal e deixadas quando ele retornou à Europa em 1821. A academia imperial de arte administrou as obras por décadas até que a república estabeleceu o atual museu como centro nacional de belas artes.
O nome do museu vem da Escola Nacional de Belas Artes, cujo acervo passou a ser o do museu em 1937. A Coleção Jeronymo Ferreira das Neves, doada à escola em 1947, acompanhou-a até o campus do Fundão e hoje constitui o Museu Dom João VI. A biblioteca do museu reúne obras raras, periódicos e catálogos de exposições que registram a instituição desde a Academia Imperial.
A entrada fica na Avenida Rio Branco no centro da cidade, perto de várias estações de metrô e linhas de ônibus. As galerias se distribuem por vários andares, de modo que uma visita pelas salas principais pode levar cerca de duas a três horas.
A coleção inclui um busto antigo de mármore de Antínoo, doado pela imperatriz Teresa Cristina à academia imperial de arte em 1880. A peça data do Império Romano e é uma das poucas esculturas antigas mantidas em museus brasileiros.
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