Fazenda do Engenho d’ Água, Casa grande de engenho de açúcar em Gardênia Azul, Rio de Janeiro, Brasil
A Fazenda do Engenho d'Água, também conhecida como Solar dos Viscondes de Asseca, é uma casa-grande colonial de engenho de açúcar em Gardênia Azul, Rio de Janeiro. A edificação térrea tem um sobrado parcial formando mirante, com avarandados nas fachadas frontal e dos fundos. À esquerda da casa há uma capela doméstica que conserva apenas suas esquadrias originais.
A edificação atual foi reconstruída no início do século XVII por Salvador Correa de Sá e Benevides, três vezes governador da capitania do Rio de Janeiro e depois de Angola. Passou a fidalgos da Coroa, como Martim Correa de Sá, 1.º visconde de Asseca. Em 1852 comprou-a a família Telles de Meneses; seu último proprietário foi Francisco Pinto da Fonseca Telles, barão da Taquara. O IPHAN tombou o solar em 1938.
A capela privada mantém seus marcos de janelas originais, enquanto a varanda principal exibe tijolos com a antiga inscrição Engenho d'Água. Esses detalhes revelam como as famílias portuguesas expressavam sua fé e identidade em suas residências.
A casa do solar fica entre a Estrada do Gabinal do Engenho d'Água e a Rua Egard Werneck, no bairro Gardênia Azul, com acesso pela Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes. O imóvel não tem identificação histórica; procure a casa colonial no cume da colina. As visitas dependem do órgão gestor; confirme o acesso com antecedência.
Os degraus que levam à varanda são decorados com azulejos mostrando um castelo, refletindo o estilo arquitetônico português trazido ao Brasil colonial. Esses detalhes artísticos eram sinais da riqueza e herança portuguesa da família.
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