Sítio Santo António, Casa colonial e capela em São Roque, Brasil
A casa e a capela de Sítio de Santo António formam um conjunto de fazenda colonial com grossas paredes de terra compactada e fundações de pedra contendo três seções residenciais distintas. Uma capela separada fica no terreno como parte integrante do complexo arquitetônico.
A casa-grande foi construída por volta de 1640 pelo bandeirante Fernão Paes de Barros, em terras doadas por seu pai, Fernão Vaz de Barros. Em 1682, por insistência da esposa Maria Mendonça, foi erguida a capela separada, a 30 metros da casa. No século XIX o sítio pertenceu a Antônio Joaquim Rosa, barão de Piratininga, e em 1937 Mário de Andrade o comprou e depois o doou ao IPHAN.
A fachada da capela é inteiramente de madeira, e suas treliças e gradeados formam um jogo de luz, conservado até hoje. Sua planta segue o modelo das capelas jesuíticas, e não as plantas religiosas tradicionais da época, com nave e altar principal num mesmo corpo. Em 1965, as tábuas do altar principal foram reconstituídas.
O sítio fica a 8 km do centro de São Roque, com acesso por estrada asfaltada e caminhos alternativos para quem os preferir. As visitas são acompanhadas por guias, que contam a história da casa-grande e da capela. O terreno tem gramados, lagos e mata nativa, e o conjunto integra o Roteiro Taypa de Pilão e o Roteiro dos Bandeirantes.
Mário de Andrade, então no SPHAN, comprou o sítio em 1937 e escreveu que daria a capela e a casa-grande ao Brasil após sua morte; a doação ao IPHAN veio em seguida. A fachada da capela é toda de madeira, e suas treliças e gradeados formam um jogo de luz conservado até hoje.
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