Fazenda do Pinhal, Fazenda histórica de café em São Carlos, Brasil.
Fazenda do Pinhal é uma fazenda de café com diversos edifícios preservados distribuídos em mais de 40 hectares, incluindo a casa principal, senzalas, casa de máquinas e padaria. O complexo inteiro reflete a infraestrutura de trabalho de uma grande plantação do século 19.
A construção da Casa de Morada e as primeiras atividades econômicas começaram nas primeiras décadas do século XIX com Antônio Carlos de Arruda Botelho, em terras obtidas pela família por sesmarias na região de Araraquara na década de 1780. A partir de 1850 o café se intensificou, superando a cana-de-açúcar e a criação de gado, e trabalhadores escravizados vieram do interior da Bahia. Após as leis abolicionistas, imigrantes italianos os substituíram. Com a morte de Antônio em 1901, a fazenda ficou com os descendentes e foi tombada pelo IPHAN e pelo CONDEPHAAT na década de 1980.
A biblioteca da casa principal contém milhares de volumes, incluindo obras de Eça de Queiroz e Gilberto Freyre que refletem os interesses intelectuais da família. Esses livros mostram como a literatura era parte importante da vida cotidiana na fazenda.
A fazenda fica no quilômetro 4,5 da Estrada do Broa e ocupa 45 hectares, com a casa sede, casa de máquinas, senzala, tulha, terreiros de café, cachoeiras e pomar murado. O hotel-fazenda que funcionava ao lado da sede foi fechado após a compra em 2009, por isso a visita se concentra na casa e no acervo. Boa parte do percurso é feita a pé, em terreno irregular.
As antigas senzalas ao lado do terreiro de café foram depois adaptadas para moradia de imigrantes italianos e hoje guardam o acervo histórico da fazenda. A biblioteca, iniciada por volta de 1840, reúne cerca de três mil obras, entre elas uma coleção completa de Eça de Queiroz e livros sobre a história do café.
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