Fortaleza de Humaitá, Fortaleza militar no Departamento de Ñeembucú, Paraguai.
A Fortaleza de Humaitá fica em uma curva acentuada do rio Paraguai e se estende por vários quilômetros com aterros e posições de artilharia. O local mostra os restos dessas estruturas defensivas que outrora controlavam o tráfego fluvial.
Erguida a partir de 1854 como principal defesa fluvial do Paraguai, a fortaleza fechava a curva em ferradura do rio Paraguai com uma linha de baterias de 1,8 km e uma barreira de correntes. Deteve por dois anos e meio as forças da Tríplice Aliança antes de cair no Cerco de Humaitá, em 1868, sendo depois arrasada conforme o tratado.
O nome da fortaleza vem da palavra guarani que designa a curva acentuada em forma de ferradura do rio, e os paraguaios de hoje veem em Humaitá um símbolo de orgulho nacional e de resistência obstinada. O local é lembrado pelos dois anos e meio de atraso que impôs às forças da Tríplice Aliança antes de ser tomado em 1868.
Os terraplenos remanescentes acompanham a curva do rio, e a margem gramada sobre a água é onde ficavam as baterias. O local é percorrido a pé e o acesso se faz a partir da cidade de Humaitá, no departamento de Ñeembucú. Vale reservar tempo para seguir as linhas de trincheiras, que na maior extensão chegavam a 13 km.
A fortaleza utilizava um sistema defensivo inovador com uma corrente estendida pelo rio e minas de contato para impedir a passagem de navios inimigos. Este obstáculo forçava navios atacantes a fazer desvios ou reduzir a velocidade, tornando-os vulneráveis ao ataque.
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