Museo de la Memoria, Museu memorial em Montevidéu, Uruguai.
O Museo de la Memoria ocupa a antiga casa de campo do presidente Máximo Santos, construída a partir de 1877 em estilo eclético: principalmente neoclássico, com detalhes Art Nouveau e um piso nobre elevado acessível por degraus de mármore. Diante dos degraus há uma fonte em forma de barco, e a casa forma uma ferradura em torno de um pátio central com outra fonte. A exposição permanente organiza-se em sete temas, desde a instauração da ditadura até ao exílio e aos desaparecidos.
O museu abriu em 2007 em uma mansão de 1878 que sofreu restauração completa antes de se tornar instituição pública. Foi criado para preservar a memória da ditadura e documentar as histórias de quem sofreu e resistiu.
O nome e a missão do museu remetem à ditadura cívico-militar de 1973-1985. Os sete temas permanentes vão da instauração da ditadura e da resistência popular às prisões, ao exílio, aos desaparecidos, à recuperação democrática e à luta por Verdade e Justiça. O acervo reúne objetos pessoais e documentos de detidos desaparecidos, recortes de imprensa, cartazes, boletins e um arquivo oral, além de objetos da vida cotidiana dos presos.
O museu fica a cerca de 9 km do centro histórico de Montevidéu, na Avenida de las Instrucciones 1057, quase na esquina do Bulevar José Batlle y Ordóñez, no bairro Paso de las Duranas, no limite do Prado. O parque tem cerca de 4 ha e uma longa alameda de acesso arborizada, por isso reserve tempo para percorrer a casa e o jardim.
Os jardins originais da propriedade permanecem intactos e oferecem um refúgio verde com espécies vegetais raras e caminhos tranquilos. Esses espaços ao ar livre dão aos visitantes um lugar para respirar entre os conteúdos das exposições.
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