Morro Solar, Cume no distrito de Chorrillos, Lima, Peru
Morro Solar é um conjunto de colinas em Chorrillos, Lima, com cerca de 251 metros de altitude, tendo o Cerro Marcavilca como ponto mais alto. As encostas inferiores são cobertas por construções muito próximas, enquanto a massa superior desnuda, em tons castanho-avermelhados e cinzentos, exibe uma fileira de mastros finos ao longo da crista. Uma torre branca isolada ergue-se na encosta esquerda, e um pequeno conjunto de edifícios claros ocupa uma plataforma a meia altura perto do lado direito.
Batizada em homenagem ao encomendero Antonio del Solar, a colina foi palco da batalha de San Juan e Chorrillos em janeiro de 1881, durante a Guerra do Pacífico, com combates no cume e nas encostas antes de as tropas chilenas incendiarem a estância balnear de Chorrillos. Uniformes e armamentos dos dois lados foram ali encontrados, e a área do campo de batalha foi declarada Zona Intangível Histórica em 1986.
O nome vem de Antonio del Solar, o encomendero espanhol a quem a terra foi concedida no vice-reino; primeiro chamou-se Morro del Solar. Junto ao planetário ergue-se a Cruz del Papa, construída em 1988 com torres de alta tensão derrubadas por terroristas e iluminada à noite para a segunda visita do papa João Paulo II.
A colina tem vários trilhos para caminhadas e também é acessível para ciclistas, embora alcançar o topo exija boa resistência. É melhor visitar no início do dia, pois o calor da tarde pode ser intenso.
A batata selvagem Solanum neoweberbaueri foi nomeada em 1914 por Ludwig Wittmack a partir de um exemplar recolhido por Augusto Weberbauer no Morro Solar. As rochas da colina também contêm prata: em 2008 foi relatado um filão com 53 milhões de onças de recursos de prata.
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