Ticsani, Estratovulcão na Região de Moquegua, Peru
O Ticsani é um vulcão a 59 km a noroeste de Moquegua, formado por dois edifícios: o Ticsani antigo, um vulcão composto colapsado do qual resta uma crista arqueada de 3 km aberta a oeste, e o Ticsani moderno, três domos de lava alinhados com duas crateras parcialmente destruídas. O complexo atinge 5.408 m; o domo central, com cerca de 2 km de largura, é o maior. O cume tem neve e gelo, e dois pequenos lagos escuros situam-se num leque vulcânico claro do flanco direito.
O Ticsani antigo, um vulcão composto, entrou em colapso no Pleistoceno, enviando 15–30 km³ de detritos pelo vale do rio Tambo até ao oceano Pacífico. O edifício moderno ergueu depois três domos de lava, o do sudeste o mais antigo e o do noroeste o mais recente. A erupção de pedra-pomes «Grey Ticsani» ocorreu há cerca de 10 600 anos, e a última, «Brown Ticsani», seguiu-se à erupção do Huaynaputina em 1600.
Doze povoados ficam próximos ao vulcão, entre eles Calacoa, San Cristóbal, Carumas, Cuchumbaya e Soquezane, onde vivem mais de 5 mil pessoas. Nas redondezas brotam fontes de temperatura muito alta, algumas usadas como banhos termais. Em quéchua, o vulcão é chamado Tiksani.
O Ticsani fica no distrito de Ichuna, 59 km a noroeste de Moquegua; a rodovia Ilo-Desaguadero passa a 12 km dos domos, servidos por estradas asfaltadas. O rio Putina corre a noroeste e o Carumas a sudoeste. A área é remota, o que dificultou a exploração, e o vulcão é monitorado pelo governo peruano desde 2015.
Os dois pequenos lagos escuros no leque claro do flanco direito não são lagos de cratera, mas massas de água em depósitos vulcânicos mais claros. Esse leque é um campo de depósitos de fluxos piroclásticos que preencheram vales rasos do flanco leste durante o colapso e o crescimento dos domos de lava.
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