Monte León National Park, Parque nacional costeiro na província de Santa Cruz, Argentina
O parque se estende por 36 quilômetros de costa atlântica com falésias de arenito, baías e praias diversas. O terreno alterna entre afloramentos rochosos e planícies arenosas que emergem na maré baixa.
A estância Monte León pertenceu à Southern Patagonia Sheep Farming Company Limited e em 1920 foi vendida à família Braun, que criou ovelhas ali até 2006. Em 2000 a Conservación Patagónica comprou as terras e transferiu-as à Fundación Vida Silvestre Argentina, que as doou ao Estado em 2002. A lei 25945, sancionada em 20 de outubro de 2004, criou o parque, primeiro parque marinho continental da Argentina.
O nome vem da estância Monte León, criação de ovinos da família Braun entre 1920 e 2006. Antes, grupos tehuelche usavam a costa para caça e coleta, e o guano foi extraído aqui até 1930. Povos originários mascavam resina de calafate, que cronistas associavam a dentes saudáveis, e o tomilho silvestre é usado na culinária local.
O parque fica na Rota Nacional 3, no quilômetro 2385, na costa da Bahía Grande, 45 km a sudeste de Puerto Santa Cruz e 210 km ao norte de Río Gallegos. O setor continental vai de cerca de 2 km a nordeste do Pico Quebrado até aproximadamente 2,5 km a sudoeste do Cañadón Jack. As rajadas podem chegar a 100 km/h e a precipitação média anual é de cerca de 250 mm.
O parque abriga a quarta maior colônia de pinguins-de-magalhães da Argentina, com cerca de 60.000 indivíduos. É também o único lugar do mundo onde se sabe que as onças-pardas se alimentam de pinguins.
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