Acotango, Estratovulcão dormente nos Andes do norte, Chile
O Acotango é o mais alto dos três estratovulcões do grupo Kimsa Chata, na fronteira entre a Bolívia e o Chile, com 6.052 metros. Acima dos 5.400 metros aflora o antigo edifício vulcânico, coroado pela borda erodida de uma grande cratera aberta para norte por uma explosão lateral. O flanco sul é coberto por um glaciar, e as moreias glaciares situam-se a 4.200 metros.
A datação argônio-argônio de dacitos do Acotango forneceu idades de 192.000±8.000 e 241.000±27.000 anos, e imagens de maior resolução levaram os pesquisadores a concluir que o vulcão é de idade pleistocênica. A primeira ascensão moderna registrada ocorreu em 14 de outubro de 1965 pelos chilenos Sergio Kunstmann, Pedro Rosende e Claudio Meier. Rosende observou restos de lenha no cume, sugerindo que a montanha pode ter sido um santuário inca de altitude, mas mais explorações são necessárias para verificar.
O nome Kimsa Chata vem do quíchua ou do aimará: kimsa significa três e chata montanha, pelas três cumes Acotango, Umurata e Capurata. No cume, o montanhista chileno Pedro Rosende observou restos de lenha durante a primeira ascensão, em 14 de outubro de 1965, o que sugere que o cerro possa ter sido um santuário inca de altitude; são necessárias mais explorações para confirmar.
A escalada requer boa preparação e tempo de aclimatação devido à altitude extrema e ao terreno exposto. O acesso pela Bolívia é mais direto que pelo Chile, onde geralmente são necessárias permissões e guias adicionais.
A ascensão sul atravessa um glaciar e passa por uma mina de cobre abandonada antes do cume. A borda do cume é a aresta erodida de uma antiga cratera, aberta a norte em anfiteatro após uma explosão lateral. Pedro Rosende registou restos de lenha no cume em 1965, possível indício de um santuário inca de altitude.
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