Cavalo Branco de Uffington, Figura pré-histórica em giz numa colina de Oxfordshire, Inglaterra
O Cavalo Branco de Uffington é uma figura pré-histórica com 110 m de comprimento, escavada em trincheiras profundas cheias de giz branco triturado nas encostas superiores de Whitehorse Hill, em Oxfordshire. O corpo fino e anguloso tem quatro patas estendidas, um pescoço longo até uma cabeça pequena e uma cauda longa que se curva para a esquerda.
A datação por luminescência opticamente estimulada de depósitos de silte, realizada em 1990 por Simon Palmer e David Miles, situa a figura entre 1380 e 550 a.C., no Bronze Final. Até ao final do século XIX era limpa a cada sete anos durante uma feira na colina. Em 2024, a Oxford Archaeology, o National Trust e a English Heritage iniciaram a restauração.
O cavalo é designado como tal pelo menos desde o século XI: um cartulário da abadia de Abingdon, compilado entre 1072 e 1084, chama à colina «mons albi equi». A tradição local associa a figura a São Jorge, que teria combatido o dragão na vizinha Dragon Hill.
A figura vê-se melhor do ar ou do outro lado do Vale of White Horse, sobretudo junto de Great Coxwell, Longcot e Fernham. No próprio monte o contorno lê-se mal; o sítio fica 2,5 km a sul de Uffington e é gerido pelo National Trust.
A cabeça é formada por duas formas separadas em bico, com um espaço entre elas, e as quatro patas são angulares e estendidas. Durante a Segunda Guerra Mundial a figura foi coberta com torrões de relva e restos de sebe para que os pilotos da Luftwaffe não a usassem como referência de navegação; mais tarde foi descoberta pelo arqueólogo William Francis Grimes.
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