Kalitnikovskoye Cemetery, Cemitério histórico no Distrito Tagansky, Moscou, Rússia.
O cemitério Kalitnikovskoye ocupa cerca de 19 hectares no número 11 do Bolshoy Kalitnikovsky Proyezd, no distrito Tagansky de Moscou. Sua entrada é um amplo portão duplo de metal preto com pontas decorativas, montado entre pilares de tijolo laranja com base de pedra clara e topos piramidais avermelhados; uma placa escura no pilar direito traz a inscrição «КАЛИТНИКОВСКОЕ КЛАДБИЩЕ» e as datas 11.11.1896 e 30.01.2017.
Fundado em 1771, após uma epidemia de peste que proibiu enterros dentro de Moscou, o cemitério foi um dos vários abertos além da muralha da Kamer-Kolleguia, ao lado de Rogozhskoye, Vagankovo e Danilovskoye. A sua igreja de madeira ardeu e foi reconstruída várias vezes; a igreja de pedra da Virgem «Alegria de todos os aflitos» foi erguida em 1834-1838 segundo um projeto de N. I. Kozlovsky e remodelada em 1881 por V. I. Veriguin. Permaneceu aberta no período soviético e voltou ao patriarcado de Moscou em 1944.
O nome Kalitniki provavelmente vem dos artesãos que faziam kalitas, bolsas e carteiras de couro; aparece pela primeira vez num plano de 1688 como o riacho Kalitenka. A igreja de pedra da Mãe de Deus, Alegria de todos os que sofrem, construída em 1834-1838 segundo projeto de N. I. Kozlovsky e reformada em 1881 por V. I. Veriguin, permaneceu aberta na época soviética e foi um centro do movimento renovacionista até 1944. Uma coluna comemorativa com o ícone de Bogolyubovo marca o local do altar da antiga igreja de madeira (lote 21).
O cemitério fica em Bolshoy Kalitnikovsky Prospekt 11, junto ao antigo mercado Ptichy (Kalitnikovsky), fechado em 2001. Chega-se por transporte público a partir da praça Taganskaya; a estação de metro mais próxima é Volgogradsky Prospekt e a plataforma do MCD-2 mais próxima é Kalitniki. O recinto ocupa cerca de 19 hectares, e a ravina que antes separava as partes velha e nova ainda torna o terreno irregular.
A ravina que separava a parte antiga da nova do cemitério ainda era visível em fotografias aéreas dos anos 1940. Na imprensa da perestroika foi apontada como local de sepultamento em massa de vítimas fuziladas das repressões; o jornalista Aleksandr Milchakov desenvolveu o tema, enquanto o estudioso de necrópoles M. D. Artamonov contestou várias suposições sem negar que houvesse fuzilados enterrados em Kalitniki.
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