Lago Khanka, Área úmida Ramsar na fronteira russo-chinesa, Primorsky Krai e Heilongjiang.
Khanka é um lago de água doce na fronteira russo-chinesa em Primorie e Heilongjiang que cobre mais de 4000 quilômetros quadrados. A maior porção fica do lado russo, com amplas faixas de juncos e áreas rasas que se estendem ao longo da margem.
O lago Khanka é um lago antigo cujo antigo nome, Khankai-Omo, significa "mar de penas de aves"; na Idade Média, seus peixes abasteciam as mesas dos imperadores chineses e jurchen. Nikolai Przhevalsky visitou-o em 1868 e descreveu sua flora e fauna, e Vladimir Arsenyev fez ali sua primeira expedição em 1902. Em 1935, o incidente do lago Khanka, um confronto entre tropas soviéticas e japonesas, ocorreu a oeste do lago.
Vladimir Arsenyev relacionou o nome Khanka à palavra chinesa khanhai, que designa uma depressão ou bacia. Um nome mais antigo, Khankai-Omo, traduz-se como "mar de penas de aves". Na Idade Média, o peixe do lago abastecia as mesas dos imperadores chineses e jurchen.
A área é um sítio Ramsar sob regulamentos especiais, portanto os visitantes devem verificar as condições de acesso com antecedência. A maioria das atividades se limita à observação da natureza e das aves em zonas autorizadas.
Os Ensaios do tanque dos sonhos de Shen Kuo, texto chinês do século XI, registam que um objeto brilhante foi visto junto ao lago Xingkai no reinado do imperador Renzong (1022-1063): abriu-se, emitiu uma luz branco-prateada que projetava sombras de árvores a dez milhas e desceu sobre o lago. O poeta Yibo, de Gaoyou, dedicou-lhe um poema.
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