Pirâmide de Miquerinos, Pirâmide egípcia em Gizé, Egito
A pirâmide de Miquerinos é a menor das três grandes pirâmides de Gizé: hoje com 61 m de altura sobre uma base de cerca de 108,5 m, de blocos de calcário local assentes em fiadas escalonadas. As dezesseis fiadas inferiores tinham revestimento de granito vermelho de Assuão, do qual restam sete; uma profunda fenda vertical na face norte expõe o núcleo escalonado.
O reinado de Menkaure não tem datação precisa, mas a pirâmide foi provavelmente concluída no século XXVI a.C. Sinais de obra inacabada mostram que o rei morreu durante a construção, deixando a conclusão ao sucessor Shepseskaf; o revestimento de granito parou em dezesseis a dezoito fiadas. Em 1196, Al-Aziz Uthman, filho de Saladino, tentou demoli-la e deixou a grande brecha na face norte.
Na sua época a pirâmide chamava-se «Divino é Miquerinos». O seu complexo incluía três pirâmides de rainhas no lado sul, um templo funerário, um templo do vale e uma calçada que ligava os dois templos. George Reisner, ao escavar o templo do vale em 1908-1910, encontrou estátuas de Miquerinos esculpidas no estilo naturalista do Império Antigo.
A pirâmide ergue-se algumas centenas de metros a sudoeste das de Quéfren e Quéops. A entrada fica no centro da face norte, cerca de 4,2 m acima da base e quase diretamente sob a grande brecha aberta por Al-Aziz Uthman, que expõe as fiadas escalonadas do núcleo.
A grande brecha vertical da face norte foi aberta em 1196 por Al-Aziz Uthman, filho de Saladino, que quis demolir as pirâmides de Gizé começando pela menor; a obra foi abandonada por ser demasiado dispendiosa. A brecha expõe o núcleo escalonado de sete a oito fiadas, depois preenchido e revestido para formar uma verdadeira pirâmide.
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