Cueva de Atxurra, Caverna pré-histórica em Berriatua, Espanha
A Cueva de Atxurra tem dois níveis ligados: a galeria inferior mede cerca de 300 metros e a superior cerca de 700, num desenvolvimento topografado de 1.085 metros. A gruta abre-se em calcário urgoniano do carso de Mereludi, junto aos cumes Atxarre e Gaztelukoatxa. A sua arte parietal, pelo menos 70 animais gravados e por vezes pintados a negro, está no nível superior.
A entrada superior era conhecida de longa data, mas a boca inferior foi aberta em 1882 por um desmonte de explosivos nas obras da nova estrada de Lequeitio a Marquina. Nesse ano, os geólogos Ramón Adán de Yarza e José María Solano Eulate fizeram a primeira visita científica e recolheram dados paleontológicos e hidrogeológicos. José Miguel Barandiarán identificou em 1929 um depósito arqueológico na entrada superior e escavou-o entre 1934 e 1935.
As paredes da caverna exibem 113 figuras de animais, incluindo cavalos, bisões e cervos, criadas usando diferentes técnicas como gravuras e pinturas pretas.
A entrada da caverna permanece fechada para proteger a colônia de morcegos que ali habita. As visitas são possíveis apenas com permissões especiais e para fins de pesquisa.
As gravuras foram identificadas em 2015 pelo espeleólogo da ADES Iñaki Intxaurbe e pelo arqueólogo Diego Garate, que em três horas localizaram dezenas de figuras numa galeria ausente da topografia de 2011. Exploradores anteriores tinham visto algumas gravuras sem as reconhecer como arte paleolítica.
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