Bridge of No Return, Ponte rodoviária internacional na Zona Desmilitarizada da Coreia, fronteira Coreia do Norte-Coreia do Sul
Esta passagem atravessa a Linha de Demarcação Militar dentro da Área de Segurança Conjunta, ligando a Coreia do Norte à Coreia do Sul. A travessia fica na fronteira entre os dois países e servia antes para trocas através da linha de armistício.
A ponte serviu para trocas de prisioneiros após o armistício coreano de 1953. Na Operação Big Switch, 13.444 prisioneiros da UNC regressaram contra 89.493 prisioneiros norte-coreanos e chineses; a Operação Little Switch já trocara 605 prisioneiros doentes ou feridos da UNC por 6.030 norte-coreanos. A última troca foi a da tripulação do USS Pueblo, em 23 de dezembro de 1968. Após o incidente do machado de agosto de 1976, a Coreia do Norte construiu a «ponte das 72 horas» e esta ponte deixou de ser usada.
O nome vem do ultimato dado aos prisioneiros de guerra levados à ponte para repatriamento após o armistício de 1953: podiam ficar no país do cativeiro ou atravessar para a sua pátria, mas, uma vez atravessada, nunca mais podiam voltar. A ponte chamava-se originalmente ponte de Sachon (Sachongyo).
A passagem permanece intransitável há décadas e só pode ser vista de longe em visitas guiadas pela Área de Segurança Conjunta. Os visitantes não podem se aproximar da zona fechada, pois guardas monitoram a área circundante o tempo todo.
Os soldados americanos realizam ocasionalmente cerimônias de promoção e realistamento no centro desta passagem, ficando entre os dois estados coreanos. Esses rituais acontecem em um dos poucos locais na Terra onde dois países tecnicamente ainda em guerra chegam tão perto.
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