Mount Mihara, Vulcão ativo na ilha de Oshima, Japão
O monte Mihara é um cone central basáltico dentro da caldeira de Izu Ōshima, em Tóquio. O seu ponto mais alto, Mihara Shinzan, atinge 758 m, o cume mais elevado da ilha. O cone ergue-se cerca de 150 m acima do fundo da caldeira, a base mede aproximadamente 1,2 km de diâmetro e a cratera, com cerca de 800 m de largura, está quase preenchida pela lava de 1986, com um poço de cerca de 300 m de diâmetro e 200 m de profundidade para sul.
A primeira menção de «Mihara» como local de erupção está numa placa de oração de 1552 guardada num pavilhão Yakushi em Motomachi. Houve grandes erupções em 1684-1690 e em 1777, quando a lava galgou a borda da caldeira e foi concedido arroz de socorro. Em 1950-1951 a lava encheu a cratera e formou o Mihara Shinzan, o ponto mais alto da ilha com 758 m.
Os habitantes da ilha chamam há muito goshinka às erupções, o fogo sagrado, e Gojinka-sama ao próprio vulcão, uma divindade do fogo venerada. O nome Mihara viria de mihara, «barriga» ou útero, porque a montanha expulsa lava e fluxos de detritos como num parto. Um santuário no cume sobreviveu intacto à erupção de 1986 e conta-se entre as sete maravilhas de Oshima.
O sistema de trilhas Obachi Meguri conduz os caminhantes ao redor da borda da cratera e oferece vários mirantes com vista para o interior do vulcão. As visitas guiadas ajudam na orientação e fornecem informações sobre a atividade vulcânica atual e as diretrizes de segurança.
A erupção de 1986 lançou fontes de lava até 1,6 km de altura e produziu uma pluma subpliniana de 16 km, com índice de explosividade vulcânica 3. O santuário do cume sobreviveu intacto e figura entre as sete maravilhas de Oshima. Essa erupção também formou uma rocha chamada Gojira Iwa, hoje um local conhecido.
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