Gadara Aqueduct, Sistema de aqueduto romano entre Dille, Síria e Umm Qais, Jordânia.
O aqueduto de Gadara, também chamado Qanatir Fir'awn, era um sistema hídrico romano com cerca de 155 km que abastecia Adraha, Abila e Gadara. Começava perto de Dilli, no sul da Síria, numa barragem romana, e corria primeiro à superfície, atravessando uádis sobre pontes de cinco a dez metros de altura. Na atual Jordânia seguia como um túnel de 106 km, aberto através de cerca de 2.900 poços verticais e diagonais com até 70 m de profundidade, cujas paredes conservam marcas de cinzel.
O sistema foi provavelmente iniciado no século I d.C. e concluído em grande parte no século II; abasteceu Adraha, Abila e Gadara por mais de 400 anos, com trechos em uso até o século XII. Um troço de 25 km não pôde entrar em funcionamento por erros de medição ou construção, pelo que o aqueduto de Turab, com 30 km e construído no século I a.C., foi integrado para levar a água a Gadara. Mathias Döring, da Hochschule Darmstadt, estudou-o a partir de 2004.
A tradição local chama ao canal Qanatir Fir'awn, «curso de água do Faraó», e o nome árabe Qanat Fir'aun continua a usar-se. Os viajantes Johann Gottfried Wetzstein (1860) e Gottlieb Schumacher (1896) descreveram sob Adraha uma cidade subterrânea cujos habitantes tiravam água do canal com jarros atados a cordas; hoje não há vestígio dela e os estudiosos atuais interpretam os relatos como achados de escavação mal compreendidos.
O túnel tem uma inclinação de cerca de 0,3 metros por milha, de modo que a água avançava apenas por gravidade. Foi escavado através de cerca de 2.900 poços verticais e diagonais com até 70 m de profundidade, muitos com escadas até ao canal. Ulrich Jasper Seetzen foi o primeiro europeu a percorrer a linha a cavalo, em 1805; grande parte do traçado atravessa terreno aberto perto de Dilli e Dera'a.
Quase todos os cerca de 2.900 poços de construção do túnel foram abertos na diagonal, a 45–60 graus, com escadas que desciam até o canal de água dentro da montanha. O primeiro viajante ocidental a percorrer a linha, chamada Kanatir, foi Ulrich Jasper Seetzen em 1805.
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