Santa Croce, Edifício de igreja (demolido) no sestiere de Santa Croce, Veneza, Itália
Santa Croce era uma igreja de Veneza no Grande Canal, demolida na primeira metade do século XIX. Tinha uma fachada austera com três portais e nove altares no interior, incluindo o altar-mor com uma Adoração da Cruz de Paolo Piazza. A igreja também abrigava obras de Tintoretto, Palma o Jovem e outros, e os túmulos dos doges Domenico Morosini e Orio Mastropiero.
Segundo a tradição, foi fundada em 568 pelos Mastropiero ou pelos Badoaro; em 774, Obelario, primeiro bispo de Olivolo, declarou-a paroquial. Em 1109 os Badoer cederam-na aos cluniacenses, e mais tarde o cabido dos cónegos reconstruiu-a e consagrou-a a 28 de setembro de 1342. Antonio da Ponte reedificou-a no final do século XVI; foi consagrada a 10 de julho de 1600 por Ottavio Abbiosi, bispo de Pistoia.
O sestiere de Santa Croce deve o seu nome a esta antiga igreja. A comunidade monástica começou em 1460 com duas eremitas, Sofia Veneziana e Agnese Ungara, autorizadas a construir celas junto à igreja; por volta de 1470 formaram uma comunidade de terciárias franciscanas, mais tarde clarissas. Com a morte do prior Eugenio Memmo, o papa Sisto IV concedeu-lhes a gestão plena da igreja e do mosteiro.
A igreja já não existe: foi demolida na primeira metade do século XIX, pelo que não há nada para visitar. No seu local encontram-se os Giardini Papadopoli, em parte afetados pela construção do terminal rodoviário da Piazzale Roma. Procure a zona ajardinada junto ao Canal Grande para localizar o antigo edifício.
Santa Croce já não existe: foi demolida na primeira metade do século XIX depois de servir de armazém. No seu local nasceram os Giardini Papadopoli, mais tarde em parte ocupados pelo terminal de autocarros de Piazzale Roma. O sestiere ainda leva o nome da igreja.
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