Pont de Caronte, Ponte ferroviária e giratória em Martigues, França.
O Pont de Caronte é uma ponte ferroviária e giratória com quase 1 km de comprimento que atravessa a baía de Caronte e o porto. A estrutura tem oito vãos principais e duas seções centrais giratórias que permitem a passagem de grandes navios.
As obras começaram em 1908 sob o engenheiro Paul Séjourné, executadas pela Schneider et Cie, e a linha entrou em serviço a 15 de outubro de 1915; era então a maior e mais pesada ponte giratória deste tipo no mundo. Em setembro de 1944 o exército alemão em retirada fê-la explodir, destruindo o pilar central redondo. A circulação regressou no final de 1946 sobre um vão levadiço provisório Krupp de via única, e em 1954 a Schneider et Cie reconstruiu o vão giratório segundo os planos originais, com motores elétricos em vez dos de gasolina.
O pontão aparece no final de Toni, filme de Jean Renoir de 1935 ambientado em Martigues, quando Toni é morto a tiro à entrada da ponte de Caronte. Em Dieu vomit les tièdes, de Robert Guédiguian (1991), Cochise, Frisé e os amigos reúnem-se no pilar central do vão giratório. A obra recebeu o rótulo «Patrimoine du XXe siècle» em 2000.
O tramo giratório abre todas as tardes durante cerca de uma hora para deixar passar navios com mais de 20 m; a manobra dura 5 minutos e 7 segundos. A cabina de comando fica acima das vias, no ponto de rotação, na margem norte. A ponte suporta a linha Miramas-L'Estaque: observe-a das margens, não do tabuleiro.
O vão giratório é um único bloco treliçado de 114 metros que gira sobre o pilar central, não duas secções separadas. Pesava originalmente 1.513 toneladas, 400 delas de mecanismos, e rodava sobre uma lente de bronze de 83 cm. Dois motores a gasolina de 100 cv accionavam-no, substituídos por motores eléctricos em 1954.
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