Fades Viaduct, Ponte ferroviária em Sauret-Besserve e Les Ancizes-Comps, França.
O viaduto des Fades atravessa o Sioule entre Sauret-Besserve e Les Ancizes-Comps. Os dois pilares ocos de alvenaria de granito, erguidos com pequenos blocos, ultrapassam os 92 m e cada base é maior que um campo de ténis. Um tabuleiro de aço em treliça, com vãos laterais de 116 m e central de 144 m, suporta a via.
A construção começou em 1901 e terminou em 1909, estabelecendo imediatamente este viaduto como o mais alto do mundo naquela época. Este feito demonstrou as capacidades técnicas avançadas da França na expansão da rede ferroviária.
O nome vem do occitano fada, «fada». Uma lenda local conta que duas irmãs solteiras exploravam um moinho no fundo do vale e gastaram as poupanças de uma vida num pequeno pontes sobre o Sioule para facilitar a travessia dos viajantes; os vizinhos chamaram-lhe «pont des Fadas», nome que passou ao lugar e depois ao viaduto. O escritor Benezet Vidal registou a lenda no seu romance occitano Jan Combralha.
A linha está suspensa desde 9 de dezembro de 2007 e neutralizada, pelo que o tabuleiro não se atravessa. O viaduto observa-se do vale do Sioule e do planalto dos Combrailles, entre Sauret-Besserve e Les Ancizes-Comps, no Puy-de-Dôme.
Os dois pilares de granito são ocos: os operários chegavam à frente de trabalho pelo interior, içados por um monta-cargas, o que dispensou andaimes. A base de cada pilar cobre mais área do que um campo de ténis e, com mais de 92 metros, continuam a ser os pilares de alvenaria tradicional mais altos jamais erguidos.
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