Madagascar spiny thickets, Ecorregião WWF no sul de Madagascar.
Os espinhosos matagais de Madagascar cobrem regiões áridas do sul com árvores espinhentas dispersas e arbustos densos adaptados a condições secas. Essas comunidades vegetais densas apresentam espécies com troncos inchados e folhas reduzidas como adaptações ao armazenamento de água.
A ecorregião ocupa o sudoeste de Madagáscar, limitada a norte pelo rio Mangoky e pela crista das montanhas Anosy, e abrange cerca de 44.300 km² da faixa costeira sul e sudoeste. A WWF define-a como ecorregião da ecozona afrotropical, agrupada com o mato suculento de Madagáscar no Global 200 «matagais de Madagáscar». As suas Didiereoideae são plantas lenhosas apenas distantemente aparentadas com os cactos.
Os moradores usam a madeira de Alluaudia procera, árvore dominante dos matagais, para construção, e os seus caules espinhosos para cercar e proteger. Os lémures e outros animais alimentam-se regularmente das suas folhas carnudas. O nome da ecorregião vem das Didiereoideae espinhosas que a definem.
Apenas 8,31% da ecorregião está em áreas protegidas, entre elas o parque nacional de Tsimanampetsotsa, as reservas de Berenty e Beza Mahafaly e a reserva especial do cabo Sainte-Marie; Andohahela protege uma parte através da sua parcela III. O Arboretum d'Antsokay, perto de Toliara, é um jardim botânico dedicado à flora da mata espinhosa. No restante, o habitat sofre com queimadas para cultivo e pastagem, recolha de carvão e lenha e corte para construção.
Algumas árvores aqui armazenam água em troncos espessados e transformaram folhas em espinhos para reduzir a perda de água. Essas adaptações extremas permitem que as plantas sobrevivam aos longos períodos secos comuns nesta região árida.
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