Achi Shrine, Santuário xintoísta em Achi, província de Nagano, Japão
O santuário Achi, na vila de Achi (província de Nagano), tem um mae-miya e um oku-miya a cerca de 2 km de distância ao longo do rio Achi. O edifício de culto do mae-miya, em madeira castanho-clara, apresenta telhado escuro e curvo com empena triangular, ornamentos brancos sob o beiral, portas em treliça cruzadas por uma corda com tiras brancas em zigue-zague e um baú de oferendas baixo. O oku-miya, chamado Kawai-ryo, ocupa uma ponta triangular onde os rios Motodani e Kuro se juntam ao Achi; ali uma rocha coberta de musgo é venerada como iwakura.
Segundo a tradição do santuário, a divindade Amano-Iwato-wake-no-Mikoto desceu a Shinano na primavera do quinto ano do reinado do imperador Kōgen e tornou-se ancestral dos Achi no Hōfuri. A família Hara conduziu os ritos por muito tempo. Na era Tenryaku (947-957), membros do clã Tokutake levaram as duas divindades ao Chūsha e ao Hōkōsha do santuário Togakushi. Documentos com selo vermelho da época Edo registram que foi chamado Sannō Gongen-sha.
O nome do santuário vem dos Achi no Hōfuri, linhagem sacerdotal descendente de Ame no Yagokoro-omikane no Mikoto, que segundo a tradição do santuário desceu a Shinano e se tornou seu ancestral; a família Hara passou depois a realizar os ritos. O recinto inclui um santuário posterior (okumiya) cerca de 2 km rio acima ao longo do rio Achi, onde um rochedo coberto de musgo é venerado como iwakura, assento natural da divindade.
O santuário fica em Chisato, vila de Achi, província de Nagano, a cerca de 10 minutos de carro do entroncamento de Sonohara. O santuário principal (maemiya) está em Chisato 489 e o santuário traseiro (okumiya) em Chisato 497, cerca de 2 km rio acima ao longo do rio Achi. O okumiya ocupa um promontório onde os riachos Hongoya e Kurokawa se juntam para formar o rio Achi.
O okumiya, 2 km rio acima ao longo do rio Achi a partir do maemiya, ergue-se num promontório triangular onde se encontram os rios Motodani e Kuro, local chamado Kawai-no-misaki. O arqueólogo Iwao Ōba identificou a rocha coberta de musgo no montículo como um iwakura, formação natural cujas saliências coincidem com os quatro pontos cardeais; no solstício de inverno o sol nasce no seu prolongamento leste.
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