Santa Maria de Palamós, Igreja gótica em Palamós, Espanha.
Santa Maria de Palamós, também conhecida como Santa Maria del Mar, é uma igreja de nave única com cinco tramos, cabeceira poligonal e abóbadas de cruzaria, ladeada por três capelas laterais de cada lado. As paredes são rebocadas e pintadas de branco, exceto nos cantos, onde fica à vista a pedra de melhor qualidade. A torre sineira quadrada, rematada em pirâmide, reaproveita a antiga Torre del Consell.
Afonso III cedeu em 1334 terrenos para uma capela dedicada a Santa Maria, então dependente da paróquia de Santa Eugènia de Vilarromà. Tornou-se paróquia independente em 1428 e as obras do templo atual começaram em 1439; o bispo Bernat de Pau concedeu indulgências para o concluir em 1441. O edifício sofreu danos no ataque otomano de 1543 e por dois navios ingleses em 1742, e os estragos da Guerra Civil só foram reparados em 1942.
A igreja é dedicada a Santa Maria e também é chamada Santa Maria del Mar. A Capella Fonda, construída em 1779, expõe o tesouro da paróquia como pequeno museu de arte sacra em memória de mossèn Pau Camós, com uma custódia e uma cruz processional do século XVI e duas imagens de prata do século XVII da Mare de Déu del Roser e de Sant Joan Baptista.
O edifício fica em terreno elevado no centro de Palamós e é facilmente acessível a pé da área do porto. Uma visita durante o dia é ideal para ver claramente os detalhes de pedra esculpida e a luz interior.
A torre sineira foi erguida reaproveitando a antiga Torre del Consell, a torre do conselho municipal. Tem dois pisos com arcos de volta perfeita nos lados sul e norte e aberturas geminadas nos restantes, rematada por um coroamento piramidal. O portal lateral tardogótico do século XVI é atribuído ao mestre de obras occitano Tomàs Barça, ativo na igreja entre 1521 e 1525.
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